
sábado, 29 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Carta aberta à Folha de São Paulo.
"Carta à Folha de São Paulo
Na última semana, fiquei espantado ao ver um dos conselheiros do Fluminense agredir verbalmente um repórter do Lance! que se encontrava acompanhando o treinamento do time das Laranjeiras. O Conselheiro/Torcedor esbravejava tudo que era nome contra o repórter que dias antes fotografara do Pão de Açúcar, o treina (que deveria ser) fechado, divulgando-o no jornal! Nas palavras do indignado conselheiro:
“– Mídia fedorenta! Vocês fedem! Se eu sou presidente desse clube, vocês iam cobrir o Fluminense na puta que o pariu! Não precisamos de vocês! Jornalistas de merda. Imprensa flamenguista! Quebro você em cinco pedaços.”.
A primeira coisa que vêm á mente é: “Seria necessário que este conselheiro, esbravejasse dessa forma com um profissional? Alguém que estava trabalhando?”.
A segunda: “Este profissional, realmente precisaria ter feito aquilo? Custaria algo a ele, dar privacidade, mesmo que o mínimo, aos outros profissionais que treinavam?”.
A imprensa incomoda… E, sobretudo, é tendenciosa! Mas no que tange, especificamente ao Corinthians, a imprensa passou de todo e qualquer limite da sensatez e profissionalismo. Me refiro, caros leitores à matéria ridícula e tendenciosa publicada pela Folha de São Paulo! Tomei conhecimento da matéria, publicada no último dia 23 de outubro, intitulada de “Palco de abertura da Copa-2014, Itaquerão está cercado pelo crack”, pelo site Meu Timão, em artigo muito bem escrito. O autor, alias, foi coerente em denominar o artigo de “A Guerra Contra Itaquera Continua”.
Em primeiro lugar, a Folha é a que mais insiste em chamar o Estádio do Corinthians de “Itaquerão” (ou crackerão, agora), mesmo tendo o Presidente Andrés Sanchez e o Diretor de Marketing Luiz Paulo Rosenberg, vindo a público, inúmeras vezes, solicitando que a mídia parasse de dar nomes ao estádio, o que, impreterivelmente, poderia trazer prejuízos no momento de se negociar os Naming Rights do estádio. Recentemente, foi publicado no site Meu Timão, nota que solicitava aos Corinthianos enviar e-mail à “digníssima” Sra. Luciana da Folha, para que deixasse o termo de lado, ao se referir ao estádio; Desnecessário dizer que não pararam!
Em segundo, e que mais me chamou atenção no artigo do site Meu Timão, é que o que a imprensa publica referente ao estádio não é puramente informação, é um ataque coordenado e dirigido ao Sport Club Corinthians Paulista. Entendo perfeitamente, que muitas pessoas são contra os incentivos (garantidos em LEI desde 2007) ao estádio, mas vocês (Folha) têm de entender que muitas pessoas são a favor dos mesmos! Então, qual o problema? Qual, especificamente, é a razão da ignorância e truculência desta mídia anacrônica e retrógrada ao tratar do Sport Club Corinthians Paulista e seus torcedores? Afinal, já que querem investigar alguma coisa referente a estádio, por que não buscam a verdade do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi! Por que não tomam nota do teor da Lei 5073/56, que doa R$363 Milhões (em valores atuais) ao 5ã0 Paulo, em 1956. Pois agregue a este valor a inflação histórica que beira os 4.500% e vão concluir que o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, foi construído, única e exclusivamente, com dinheiro público – Bem diferente do que acontece com o Estádio do Corinthians.
Se não for isso: Seria o Crack, problema do Corinthians, agora? Somos responsáveis? A região de Itaquera está rodeada pelo crack, sim. A zona leste é cercada pelo crack.. A zona sul é infestada pelo crack… Nas zonas norte e oeste, é desnecessário dizer! Pois este é o Brasil senhores redatores, jornalistas, diretores e o “escambau” da Folha de SP.
Então me responda Sra. Suzana Singer (Ombudsman da Folha): O problema é o crack ou o Corinthians?
Isto é problema do Brasil e, se assim o é, por que associá-lo ao Corinthians, sua infraestrutura e seus torcedores? Somos bandidos viciados, Sra. Suzana Singer? Somos vagabundos escrachados que vivem do tráfico, Sra. Suzana Singer? Ou a retrógrada Folha estava apenas mostrando, tendenciosamente, uma parte da pífia e vergonhosa realidade do Brasil?
É que o nome Corinthians, vende, né? Principalmente para um público que vive de criticá-lo; Álias, seus leitores “ultraqualificados”.
Em terceiro, no mesmo dia da divulgação da matéria, foi publicado uma matéria chamada de “Fúria Corintiana”, na página do Ombudsman da Folha de SP. O título “Fúria Corintiana”, alias, seria bem sugestivo, caso estivessem tratando de animais raivosos ou de seres desprovidos de sociabilidade e intelecto. Enfim, não li a matéria por que é necessário ser assinante da Folha para ter acesso e, obviamente, eu tenho consciência para ler aquilo que é bom, imparcial e factual; Afinal, se quero informação é para formar minha opinião sobre o tema e não “engolir goela abaixo” àquilo que seria comprado de uma mídia industrializada, como a Folha de São Paulo. Mas a questão não é essa… Fiquei curioso quanto o teor da matéria, assim como muitos corinthianos (acredito, eu) devem ter ficado, ao ver o título da publicação. No entanto, como a própria Folha diz, seus leitores são na maioria classe A. Como sabem, a torcida do Corinthians esta distribuída, em sua maioria, nas classes C e D – Não somos “ultraqualificados”, Fieis irmãos – Limpamos a bunda com o jornal.
Não vou pedir aqui que a Folha de São Paulo e seu retrógrado e tendencioso quadro de profissionais parem de se dirigir ao Corinthians da maneira que historicamente o fazem, mas me manifesto da mesma maneira que o conselheiro do Fluminense esbravejou: “Não precisamos de vocês, mídia fedorenta!” E digo mais, sem o nome “Corinthians” em pauta em sua redação vocês, provavelmente, estariam morrendo de fome.
Obviamente, o interesse da Folha ao criticar o Sport Club Corinthians Paulista é predominantemente comercial e não jornalístico ou investigativo; caso contrário, iriam buscar a verdade e expô-la de maneira coerente e honesta. Outrora, jornalistas, artistas, músicos e CORINTHIANOS, lutaram contra a ditadura que presidia o Brasil e censurava as ideias e opiniões; Pois saibam àqueles que isto lerem, que a história que foi escrita não se apaga e quem tomou a escrita contra a razão social que se opunha à liberdade de expressão de outros tempos, foi um povo que, como bem definiu o Dr. Sócrates, “raramente vencia – Isto é Corinthians!”.
A quem interessar ou incomodar: Estamos, há 101 anos, aqui… E estaremos sempre! Aqui é Corinthians!!!
#VAICORINTHIANS "
Do blog Visão Corinthiana.
AQUI É CORINTHIANS!!!!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
DESCULPAS DA PM.
Parte da Torcida Corinthiana - torcedor e trabalhador - redigiu um Carta Aberta (aqui) que foi rapidamente disseminada pelos meios virtuais. Aos milhares os Corinthianos a reivindificavam e repassavam como forma de manifestar sua indignação. Poucas horas depois a Polícia Militar do Estado de São Paulo emitiu uma Nota Oficial com pedido de desculpas.
Foi mais uma vitória das manifestações populares, mesmo que dessa vez virtual, e mais um exemplo de que só a luta muda a vida."
Guilherme Pappi
Abaixo o pedido de desculpas da PM. Continuaremos alerta!
Nota oficial da PM:
"A Policia Militar lastreia seus treinamentos calcada no respeito integral aos direitos fundamentais do cidadão, não fazendo e não admitindo nenhum tipo de discriminação. O episódio foi ocasional e pontual, não havendo intenção em macular a imagem de quem quer que seja. Lamentamos o ocorrido e nos desculpamos publicamente, e esclarecemos que a Instituição já orientou as unidades escolas a tomarem cuidado em eventuais alusões nos momentos de teatralizações".
VAI CORINTHIANS!!!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Carta aberta ao governador do Estado de São Paulo
Carta Aberta ao Excelentíssimo Sr. Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo.
Perplexos, assistimos, nesta terça-feira (18/10) a uma reportagem do noticioso SPTV, da Rede Globo de Televisão, que exibia um treinamento de policiais militares paulistas diante de situações críticas.
...
Na cena exibida para milhões de telespectadores, muitos deles jovens e crianças, os atores encarnavam criminoso e vítima em aparente situação de sequestro.
De maneira não menos absurda que ignominiosa, a vítima, de cútis mais clara, vestia camisa do São Paulo Futebol Clube, enquanto o suposto meliante, de pele mais escura, trajava a malha do Sport Club Corinthians Paulista.
Não conseguimos imaginar qual seria vosso propósito ao incentivar na corporação policial o ódio e o preconceito.
Há grave delito se vosso Secretário de Segurança Pública incentiva essa prática. Caso sua escusa seja a ignorância, ainda assim mereceria rigorosa reprimenda.
A bizarra dramatização serve apenas para cristalizar opiniões distorcidas e categorizações antropológicas que não encontram espelho na realidade.
Entre os 30 milhões de corinthianos, há, sobretudo, trabalhadores, desde 1910, ano de fundação do clube no bairro do Bom Retiro.
São estas pessoas, operários, estudantes, advogados, juízes, jornalistas, engenheiros, biólogos, médicos, veterinários, motoristas, empresários, servidores públicos e colaboradores de organizações privadas, entre outros, que constroem cotidianamente a riqueza de São Paulo.
Não por acaso, o Sport Club Corinthians Paulista é bastião histórico da concórdia, patrocinador da miscigenação que deveria orgulhar o povo deste Estado. Da célula empreendedora esportiva de Miguel Bataglia, surgiu uma instituição popular que agrega brancos da terra, negros, índios e descendentes de italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, sírios, libaneses, gregos, entre outros.
Ao fantasiar de corinthiano um bandido imaginário, os responsáveis pelo treinamento cobrem com a lama da vergonha não somente a corporação policial como o próprio governo paulista, cujos olhos deveriam estar atentos ao modelo de educação destinado aos agentes da segurança pública.
Nos últimos anos, temos acompanhado uma série de equívocos na gestão de segurança nos estádios, particularmente no que tange ao tratamento dispensado aos afiliados de nossas agremiação.
Registre-se, por exemplo, a absurda compartimentalização das entradas do estádio do Pacaembu. Em nome da “segurança”, exige-se que milhares de torcedores do setor Tobogã, inclusive mulheres e crianças, se espremam diante de um único acesso.
Agora, sabemos o porquê.
Considerada a visão turva e insidiosa de vosso designados para a Segurança Pública, somos cidadãos de segunda classe, ainda que paguemos em impostos o mesmo que os aficcionados da agremiação tradicionalmente associada à elite paulista.
É certo que esse tipo de cultura estúpida de exclusão resultará em novos conflitos, condicionando o olhar dos policiais a presumir culpa em qualquer torcedor mosqueteiro, o que ameaça a nós todos, particularmente nossos jovens e nossas crianças.
Exige-se do senhor, portanto, pulso forte e autoridade para punir imediatamente os responsáveis por tal injúria e apeá-los dos cargos de comando que ora exercem. É o mínimo que se pode esperar diante de tamanha infâmia.
MR777 - Resistência Corinthiana 777
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Lennon e Che.

Foto Historica Che Guevara e John Lennon ,hoje dia 09 de outubro aniversário de nascimento de Lennon,71 anos e dos 44 anos da morte de Che.
Dois seres humanos extraordinários.
SEREMOS COMO EL CHE!
VAI SCCP!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
CORINTHIANS: a vitória do povo!!!
Esse texto, foi escrito pelo meu irmão Gordo , há 3 anos e representa fielmente o que é o CORINTHIANS para a sociedade e para o povo brasileiro.
"Corinthians: A vitória do Povo.
Dia primeiro de setembro de 1910, há exatamente 100 anos, no bairro do bom retiro sob a luz dos lampiões cinco operários fundavam o Sport Club Corinthians Paulista, de origem humilde, esse clube entra como intruso em um esporte que até então era reservado a elite paulistana, nascia assim uma paixão que viria a provar, através da magia do futebol, que para o povo jamais existe uma derrota definitiva.
Primeiro clube a aceitar jogadores negros em seu elenco, o Corinthians já na sua segunda década de vida já despontava como a entidade esportiva mais popular de São Paulo, sendo assim, aos poucos foi abarcando mentes e corações daqueles que nunca obtiveram inserção na sociedade brasileira.
Em nossa sociedade o futebol possui uma simbologia muito forte, sendo um dos aspectos culturais mais representativos e tendo profunda penetração em todas as classes e raças; Nesse contexto, o Corinthians assume desde o seu início a marca de time do povo, dos renegados, dos negros, dos imigrantes pobres e dos operários, porém essa paixão ardente hoje abarca um espectro muito amplo atingindo a marca de quase de 30 milhões em todo país, sendo no jargão comercial, um das marcas mais fortes exploradas inclusive pela mídia televisiva.
Podemos dizer assim que a própria existência dos 100 anos de vida do Sport Club Corinthians Paulista é uma das provas definitivas de que o povo brasileiro é capaz de criar suas próprias referências e talvez por isso seja o motivo de tanto preconceito daqueles que afirmam que o nosso time é representado por maloqueiros, bandidos, desdentados, favelados, etc.
O que eles talvez nem percebam é que esse é o motivo do nosso maior orgulho, pois temos a consciência de que somos corinthianos maloqueiros mesmo, de que somos o Brasil visto por dentro e que apesar de tudo somos vencedores independentemente das circunstâncias do futebol, ou quem sabe eles percebam isso e por isso destilam o seu ódio por não aceitarem essa vitória do povo em um país onde boa parte da elite ainda tem uma mentalidade escravocrata.
Gordo Antonio Toledo Poso"
PARABÉNS À TODOS OS CORINTHIANOS, O CORINTHIANS SOMOS TODO NÓIS.
CADA UM DE NÓIS É UMA ESPADA DE JORGE EM DEFESA DOS IDEAIS DO POVO E DO TIME DO POVO!!!
VIVA O TIME DO POVO
VIVA O POVO
VIVA O NOSSO CORINTHIANS!!!!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Doutor Sócrates,
Com a licença de toda a torcida do Corinthians (não sou porta-voz sequer do meu filho), peço, em nome da nação, que fique bom logo. Duvido que algum dos mais de 30 milhões de corinthianos espalhados pelo mundo não tenha rezado para São Jorge pedindo sua pronta recuperação ao saber da notícia de sua internação na sexta-feira. Em casa, acendemos vela para Ogum, demos cachaça ao Santo, oferecemos flores coloridas. Tudo pra você sair logo dessa cama.
Desde sexta-feira, vi corinthiano, palmeirense e são-paulino torcendo pela sua melhora. E aí, eu que andava desiludida com o futebol, com esse processo de exclusão do nosso povo travestido de “modernização”, pensei que ainda há esperança. Que o nosso povo ainda quer mudança e que, sobretudo, a gente precisa de alguém que fale pela gente. E são tão poucos pra falar hoje em dia, Doutor, que a sua recuperação é ainda mais urgente.
Claro que depois de tudo isso você deve é tirar umas boas férias (e eu acho que deve!). Esquecer um pouco de toda essa merda que estão fazendo com o nosso Corinthians, que perfura mesmo o nosso estômago e que nos faz um pouco mais doente a cada dia. Mas enquanto você viver, Doutor, se faz presente a indignação que nos move, que nos arma e que nos empurra pra frente.
Receba minhas palavras como forma de agradecimento ainda com toda a sua vida pela frente – desdizendo o que dizem sobre o nosso povo e a sua mania de homenagear as pessoas só depois que elas já não estão mais aqui para sentirem orgulho de si próprias.
Obrigada pelos títulos do Campeonato Paulista de 82 e 83, por todas as vezes que entrou em campo defendendo a nossa camisa e pelo golaço que foi a Democracia Corinthiana. Obrigada pela inspiração em cada texto, em cada depoimento. Obrigada pela manhã/tarde e todos os 200 chopes que bebemos no Pinguim do Santa Úrsula, quando te liguei humildemente para falar sobre o meu trabalho de conclusão de curso da universidade e você, prontamente, me recebeu. Você nem sabe o quanto foi importante ouvir tudo o que eu ouvi. Foi a minha melhor ressaca.
Que São Jorge te proteja e te ajude a sair daí logo para cuidar da sua família, dos seus filhos.
Muito Axé.
Leonor"
Leonor Macedo é jornalista e corinthiana de primeira grandeza.