quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O centenário de uma construção popular.

Por Elias Jabbour e Júlio Vellozo*

"Não é fácil tratar de forma sucinta o centenário de um clube tão especial quanto o Sport Club Corinthians Paulista. Talvez a forma mais tranqüila de fazê-lo está em se arremeter a um fato categórico: o Corinthians foi a primeira grande expressão de construção popular bem sucedida no Brasil. A Revolução de 1930 e as campanhas pela democratização do país na década de 1980 vieram apenas a confirmar este prognóstico. Não é a toa que se exalta em seu hino o fato de “ser do Brasil o clube mais brasileiro”.

João Saldanha em sua conhecida publicação sobre a história do futebol brasileiro, até por seu centrismo carioca, omite o fato de o Corinthians ser o primeiro grande clube do país a admitir negros e a desafiar o status quo aristocratizante da época. Situa-se o Bangu como o primeiro clube de operários no Brasil sem citar que o time foi uma “concessão” da tecelagem Bangu ao seu quadro de trabalhadores.

Mas e o Corinthians? Vinte e cinco milhões de torcedores espalhados por todo o país encerram por si só a justeza das palavras de Miguel Bataglia que após “cerimônia” ocorrida sob a luz de um lampião afirmou: “vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time”. Uma ofensa aos padrões da época. Por outro lado, ao contrário de outros clubes que passaram por estiagem de títulos (Palmeiras, Botafogo e Santos) e viram suas torcidas se apequenarem, a torcida do Corinthians duplicou de tamanho entre os anos de 1954 e 1977. É o único clube brasileiro que pode se orgulhar tanto por seus feitos dentro de campo, quanto dos feitos de sua torcida nas arquibancadas. Dizia já o velho cronista que o alvinegro do Parque São Jorge é o único time que pertence a uma torcida e não o contrário. Grande reflexão pode estar, também, no fato de apesar de nunca ter vencido a Taça Libertadores da América, Porém, foi o primeiro clube do planeta a ser considerado o primeiro campeão mundial de clubes. Foi o primeiro, também, a vencer o torneio em seu país de origem. Mas será que o tamanho do Corinthians depende de uma Taça Libertadores da América? O Once Caldas ou o Vélez Sarsfield são grandes por terem vencido este torneio?

Getúlio Vargas intenta, com sucesso e corretamente, em popularizar tanto o futebol quanto o samba. O Corinthians navega nesta onda. O ano de 1930 marca o cimento de um clube que já, neste mesmo ano, se consagra com o segundo tricampeonato paulista e o título honorífico de “Campeão dos Campeões do Brasil” após derrotar o Vasco da Gama na cidade do Rio de Janeiro. É muito sugestiva que numa época de radicalização política o São Paulo Futebol Clube tenha sido fundado pelos mesmos que pegaram em armas contra Getúlio Vargas na contrarrevolução constitucionalista de 1932.

Fazem exatamente 100 anos desde a fundação de um clube tido por seus rivais elitistas como “um time de carroceiros” ou “clube de peões”. A mística corinthiana se fortaleceu com o tempo. A mística da raça, determinação esteve e está presente desde as investidas de Neco (nosso primeiro ídolo e campeão sulamericano pelo Brasil em 1919), do estilão desengonçado do zagueiro Jaú da seleção brasileira de 1938, da vitoriosa e única geração de Cláudio, Baltazar, Luizinho e Carbone da década de 1950. Está presente na meia-biclicleta de Russo no épico jogo contra o Fluminense em 1976 e nos sete segundos em que a bola demorou a entrar, pelos pés de Basílio, no dia 13 de outubro de 1977. Pode se enxergar esta mística na rebeldia de Casagrande, no radicalismo de Sócrates, no “reizinho do Parque” Rivellino e no próprio jeitão do campeão mundial de 2000, Freddy Rincón. É perceptível nas defesas do “satanás” Tuffy no idos de 1920, no maior goleiro brasileiro de todos os tempos – Gilmar dos Santos Neves – e nos milagres operados por Ronaldo Giovanelli e Dida. Por que não enxergar esta mística nas gorduras sobressalentes de ídolos como Neto e Ronaldo? Como não perceber a força desta mística naquele carrinho de Tupãzinho que decretou o nosso primeiro título brasileiro?

Como imaginar que aquele amontoado de trabalhadores da Estrada de Ferro São Paulo Railway iria construir um clube que terá a honra de abrigar uma abertura de Copa do Mundo em breve? Como imaginar um clube cujas bandeiras – ao lado das bandeiras anarquistas vermelhas e pretas – tornaram-se forma de protesto durante as greves de 1917 e hoje é a maior paixão que pulsa no peito de nosso Presidente da República, operário e retirante nordestino?

Enfim, esta subjetividade está presente desde a primeira “invasão” de torcedores ao Rio de Janeiro já no ano de 1918 em partida contra o Flamengo e mesmo em 1976 quando 70.000 corinthianos assistiram a uma classificação heróica contra um Fluminense tecnicamente muito superior.

Um sentimento de pátria, de “nação corinthiana” é, como tudo que envolvem processos sociais e históricas, produto da ação humana, de contradições e sínteses, de avanços e revezes. A história do maior clube do Brasil não poderia ser diferente.

Salve o centenário do CORINTHIANS, orgulho da classe operária e da nação brasileira!!!"


*Elias Jabbour é: CORINTHIANO, geógrafo (grande amigo do meu irmão na USP) e pesquisador da Fundação Maurício Grabois. Júlio Vellozo é historiador e membro do Comitê Central do PCdoB.


SENSACIONAL!!!

VIVA O TIME DO POVO

VIVA O POVO

VIVA O COIRNTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bárbara

Minha filhota, arrebentando na bateria, apresentação de final de ano, cujo o tema foram os Beatles.

Sempre estilosa!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Porco Mané!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A porcada está se superando e com certeza nada pode ser menor, até o sardinhas são maiores.

Meu que esse porco tá falando??? rs

AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA O QUE?

Que titulo o CORINTHIANS perdendo pros mulambos tirou do palmeiras??? rs

Nossa já não basta terem sido motivo de risos ao longo dessa DECADA toda ainda estão dando uma de mané total.

Porcada de boa, vcs estão falidos , acabaram de serem eliminados pelos goiabadas que estão REBAIXADOS , tanta coisa pra arrumar dentro do Chiqueirão e vcs se preocupando em entregar jogo? rs

E pior descontar o que?

NADA.

O maximo de titulo que vcs podem disputar é de musa do brasileirão.

ACORDA e avisa pro porco véio aí que ela tá caduco e totalmente equivocado na frase kkkkk.

E não falem mais das "madames" porque vcs são iguais CRUZARAM os bracinhos juntos.

E QUEM NÃO FOR CORINTHIANO VAI PQP!!!

VAI CORINTHIANS!!!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

5 pontos para votar em DILMA, por Antônio Toledo Poso.

Prezados, prezadas,

Meu nome é Antonio Toledo Poso e gostaria de elucidar em 5 pontos para votar em Dilma

1. Política Externa

O governo atual estreitou os laços com os chamados países do terceiro mundo, mas não deixou de manter laços diplomáticos e comerciais com os países ricos, esse esforço incrementou nosso comércio com o resto do mundo visivelmente e pode ser facilmente visualizado na nossa balança comercial e no aumento do crescimento do intercâmbio com países da África, Oriente Médio, mas especialmente com a Índia e a China
A inserção ativa do Brasil na política externa é também mais solidária tendo em vista a perspectiva latino americana, é sabido que no final da década de 1990 e no início dos anos 2000 houve uma sucessão de eleições democráticas tais como Michelle Bachelet (Chile), Nestor Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Hugo Chaves (Venezuela), Rafael Correa (Equador), e Tabare Vasquez (Uruguai) colocando no poder forças que deram um basta a hegemonia neoliberal que implementou a “agenda” do Consenso de Washington e de instituições supra nacionais como o FMI, Banco Mundial e a Organização Mundial de Comércio.
Durante a “década neoliberal” houve aumento da pobreza, exclusão e desemprego no Brasil e na América Latina, tanto é que Alberto Fujimori no Peru não pode voltar ao seu país, Carlos Menen e seu aprendiz de feiticeiro Domingo Cavalo levou o país ao caos em 2000 por conta da aventura da dolarização da economia portenha e no Brasil Fernando Henrique Cardoso terminou o seu mandato com um dos piores índices de popularidade da História.
A volta de um governo do PSDB constitui um retrocesso a esse processo principalmente pelo fato de que o Partido nunca se preocupou com essa integração no continente, sendo que é muito importante para o Brasil assumir sua condição natural Geopolítica de país líder no continente tanto para o incremento do nosso comércio quanto para a inserção (desde que seja justa) das nossas empresas em outros países, haja visto o exemplo da Gerdau, Petrobrás e Odebrecht.
Gostaria de ressaltar que o governo brasileiro acertou ao rever a cobrança do gás boliviano (subfaturado há décadas), sei que a classe média brasileira que passa férias em Cancun ou Miami, ficou furiosa com essa decisão, mas uma política externa bem sucedida tem que levar em conta questões de solidariedade e do ponto pragmático, para não dizer ético e moral, reforça a imagem “soft power” do país.

2- Política Social

No atual governo as políticas sociais viraram Políticas de Estado e passaram a fazer parte dos objetivos do executivo federal, é bom ressaltar que tais políticas geraram um círculo virtuoso desenvolvimento econômico e social, mais ou menos nos seguintes termos:

1o. Distribuição de renda pelas transferências;
2o. Condicionalidades das transferências ligadas à manutenção das crianças nas escolas;
3o. Aumento de consumo de produtos e serviços "básicos" (alimentos, têxteis, comércio local);
4o. Desenvolvimento de empresas industriais e de prestação de serviços locais;
5o. Geração de trabalho (nos setores informais) e de empregos, em pequenas e médias empresas (que são nacionais/locais, e não são tão modernas tecnologicamente, permitindo a inclusão produtiva da nossa imensa mão-de-obra não-qualificada);
6o. Diminuição da violência (urbana e rural).

Há um texto muito bom da profa. Tania Bacelar (leiam, por favor), que explica parte destes mecanismos - de forma bastante lúcida - assim como identifica os "porquês" da votação expressiva do Lula (e da Dilma) no Nordeste. O link onde está o texto é:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17065


Ainda que sejam necessárias críticas as políticas sociais dos últimos anos está levando cidadania a todos os cantos do território, o bolsa família é uma conquista inegável NÃO havendo uso clientelístico das bolsas pelo governo central, o que evidentemente se relaciona ao fato de que a implementação e o monitoramento do programa, além de descentralizados,
incluem muitos pontos de checagem e abundante informação pública".

A leitura de outros textos científicos publicados no sítio "scielo", permite que afirmemos que as recentes políticas sociais:

1. diminuíram o "coronelismo" e "clientelismo" locais (e mais do que isso, fizeram aumentar a participação política das pessoas que receberam "transferências");
2. diminuiram barbaramente a desnutrição infantil e melhoraram a alimentação e a saúde em todas as faixas etárias das populações pobres;
3. geraram trabalho e emprego;
4. aumentaram a escolarização de crianças e adolescentes; entre outras coisas.

O endereço onde podem ser baixados os textos é:

http://search.scielo.org/?q=bolsa-família&where=ORG


3. Política de Educação

Esses últimos anos foram melhores para o país no tocante a educação, especialmente no que tange ao chamado ensino superior, o governo do PSDB desprivilegiou a oferta de educação de qualidade adotando uma postura “gerencialista” e jogando todas as fichas "proliferação
das instituições privadas/financiamento federal das mensalidades privadas", com ao menos duas conseqüências danosas para o país:
1. do ponto de vista territorial, levou a uma enorme concentração da oferta de ensino superior nas grandes cidades, e nos estados do Sul e Sudeste; e

2. do ponto de vista "acadêmico", levou a um sucateamento das universidades públicas federais, e diminuiu sensivelmente o acesso da população ao ensino de 3o. grau público.

Ainda que faça algum sentido dizer que o PSDB se preocupava muito em "sanear" as contas do Estado (por isso não investiu em políticas sociais, educação superior, etc.), me parece quase criminosa a forma com que trataram o tema do ensino (de segundo e terceiro graus). Assim
dêem também uma olhada, por gentileza, no link abaixo, com um "manifesto a favor da educação pública de qualidade" , assinado por - literalmente - milhares de professores universitários brasileiros, que sintetiza pontos centrais desta questão:

http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/2010/10/15/manifesto-de-professos-universitario-em-defesa-da-educacao-publica/
de Estado, de longo prazo (como ocorreu em TODAS as nações desenvolvidas). E estou seguro de que este investimento todo - que custa caro, é verdade - já está, e continuará sendo devolvido à sociedade, através da formação de capital humano e da geração de conhecimento (P&D) nestas universidades públicas

Com relação ainda a esta terceira questão "essencial" (da educação), só mais um ponto: sob o atual governo, foi criada em Foz do Iguaçu a UNILA (Universidade da IntegraçãoLatinoamericana). Os professores e alunos são basicamente do Mercosul, e há proporcionalidade na seleção dos quadros docente e discente (1/4 para cada nação do
Mercosul). Os temas e os cursos são em grande parte voltados para esta integração, e são bilíngües! (espanhol e português). Dêem uma olhada no sítio:

http://www.unila.edu.br/

Iniciativas como estas (políticas externa, social e de educação) não têm, nem de perto, "a cara" do PSDB... Aliás - como mostra o "manifesto dos professores universitários" já citado - os sucessivos governos do PSDB no Estado de São Paulo não conseguiram sequer
consolidar o que deveria ser de sua responsabilidade: uma rede de ensino de segundo grau eficiente e robusta em São Paulo... Se pensarmos que, num certo sentido, o PSDB está no comando deste estado desde 1982 (com a eleição do Franco Montoro)... fica difícil entender
porque não melhoraram "de vez" nosso ensino secundário, como vem fazendo o Executivo Federal para o ensino universitário.
Esse apoio à candidatura da Dilma, me parece, passa pelo entendimento de que a educação em todos os níveis, de qualidade, difusa no território (interiorizada) e gratuita é uma questão.

4 . Visão Estratégica

Estou convencido da necessidade de eleger Dilma, pois a diferenças entre os projetos do PT e PSDB são enormes, podendo-se mencionar o desastre que foi o governo FHC, apesar da imensa propaganda de que ele foi importante para estabilidade, é necessário afirmar que a “AVENTURA” da paridade cambial de 1994 a 1999 (1 dólar 1 real) que para alguns foi “maravilhoso” para comprar “bugigangas” importadas, para o país foi um desastre pois a chamada divida interna ( dívida do governo com o mercado) duplicou passando a casa dos 60% do PIB e com as mais altas taxas de juros da História
Essa política juntamente com a abertura desenfreada das importações provocou a quebra de várias cadeias produtivas em nosso país como, por exemplo, a indústria de autopeças, brinquedos, têxtil entre outros. Podemos citar também falar da dilapidação de bilhões de reais do patrimônio público nas chamadas privatizações que diga-se de passagem foi financiada com dinheiro do Estado via BNDES (seria a mesma coisa que você vender sua casa e emprestar dinheiro ao comprador NEGOCIO DA CHINA NÃO)
Ainda em relação as privatizações é importante desmitificar alguns mitos especialmente em relação à oferta no setor de telefonia, o que não se leva em consideração é que o ESTADO VIA BNDES investiu na substituição dos cabos por fibra óptica assim como na mudança do sistema analógico por digital, conforme um amigo (Fábio Tozzi) me revelou estudando a privatização das telecomunicações, isto é, a oferta iria se elevar inevitavelmente.
No caso da Petrobrás, no ano de 1996, quando o PSDB pensava seriamente em privatizá-la, tinha um valor de mercado de U$ 20 bilhões , hoje o valor de mercado da empresa passa a marca dos U$ 200 bilhões, imagina o dinheiro perdido? É importante frisar que a captação de recursos feito pelo governo LULA recentemente vai permitir para a empresa explorar o chamado pré-sal (um verdadeiro passaporte para o futuro)
Quem quiser saber mais acesse o link abaixo
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16164
Acredito que essa discussão privatização / Estatização seja inócua, pois existem empresas privadas no país que muito bem geridas assim como empresas estatais, o mais importante é manter o controle acionário das empresas estratégicas sob o controle predominantemente nacional e que o Estado (com E maiúsculo) seja provedor de um “Projeto Nacional“ (não necessitando controlar toda economia) para uma inserção ativa e soberana no chamado “mundo globalizado competitivo”.
Nesse sentido me parece muito mais estratégico para o país o BNDES financiar a produção do país (haja visto o crescimento econômico muito superior do atual governo em relação ao anterior) e da inserção das empresas brasileiras no exterior do que fazer empréstimos para que empresas estrangeiras comprem empresas nacionais privatizadas. Ou estou ficando doido?
5. Corrupção
Infelizmente, o debate está novamente sendo pautado por questões menores (ou pontuais), mas que têm ENORME capacidade de influenciar a decisão de voto da população. E mesmo as questões de fundo que acabam chegando ao "grande público", misturam as "causas" com as
"conseqüências" dos principais problemas... Isso é uma pena. E isso é, em grande parte, culpa do próprio PT, que deixou de ser um Partido Político, para ser principalmente um Partido Eleitoral; isto é, o PT passou a se preocupar mais em ganhar as eleições. Horrível. Mas isso
é, paradoxalmente, tudo o que qualquer partido político (PT, PSDB, DEM, PMDB) quer: chegar ao poder através das eleições, ofertando um "pacote" de propostas programáticas.

Talvez o melhor exemplo desta substituição de "causas" pelas "conseqüências" seja o debate sobre a corrupção, que toma a maior parte do noticiário. Obviamente toda corrupção tem de ser punida, e de preferência evitada. O trágico é que este tema tem sido trabalhado
de forma irresponsável (sem identificação das causas da corrupção), e tem contribuído muito mais para a despolitização da população. Esta despolitização me parece um ponto central, mas com mais um "adendo": o atual debate sobre a corrupção tem sido usado de forma claramente eleitoreira.

Ainda que haja casos de corrupção importantes (e lamentáveis) no PT, a repercussão que eles têm na grande mídia é muito maior do que sua dimensão concreta, principalmente se "comparada" com o destaque que se dá a corrupção nos outros partidos, por exemplo, os casos de corrupção do PSDB. Não me lembro, nas duas eleições do Fernando Henrique, dessa enxurrada de "denúncias", como vem sendo feitas recentemente. Por um lado, me parece fato também que os crimes cometidos pelo PSDB são muito mais difíceis de serem identificados, pois são basicamente "crimes financeiros": apesar de terem envolvido somas em recursos EXTREMAMENTE SUPERIORES, não deixam rastros facilmente identificáveis, isto é, não tem dinheiro "na meia", nem "na cueca" (mesmo porque, tudo que foi roubado é impossível de ser transportado, a não ser como "moeda eletrônica"). E assim, fica também mais difícil filmar/rastrear/processar/prender/divulgar.

E além dessa sofisticação extremamente complexa da corrupção do PSDB, me parece também - pra dizer o mínimo - que há uma tolerância muito maior da grande mídia, nos últimos anos, com escândalos importantes diretamente ligados a este partido, como o das Contas CC-5 em Foz do Iguaçu, da ALSTOM/Metrô de São Paulo, do "Mensalão mineiro", da DERSA/Paulo Preto, apenas para lembrar alguns...

Aliás, em relação à "corrupção" no Legislativo Federal, há um levantamento do "Congresso em foco", que mostra que os deputados do PT e do PV - em proporção - têm atualmente menor quantidade de "pendências judiciais" no STF. É óbvio que chega a ser quase "infantil" tentar medir a corrupção no legislativo por isso; mas é um dado para se pensar. E a reportagem mostra que o número de parlamentares processados aumentou, o que pode significar tanto um fortalecimento das instituições... quanto um aumento da corrupção.
Mas me parece também que o texto dá, ao menos, uma outra baliza pra pensarmos em tudo que vem sendo dito pela grande mídia, em relação ao Congresso Nacional (e a bancada do PT). Me permitam reproduzir parte da reportagem:

"Levando-se em consideração a proporção da bancada, o PMN é o partido com maior número de processados. Todos os seus três deputados figuram na relação. Com quase metade de seus quadros sob suspeita (45,23%), o PP é o segundo em percentual de enrolados com a Justiça.
O PR, com 40%, é o terceiro, o PTB e o PSC, com 37,5%, e o PMDB, o PRB e o PHS, com um terço da bancada com processos no Supremo, vêm em seguida. O DEM, com 32,85%, e o PSDB, com 27,77%, fecham o grupo dos dez partidos com maior número de parlamentares investigados, em termos proporcionais. Entre as legendas com processados, o PT, com
12,5%, e o PV, com 6,66%, são as que têm menor número de parlamentares alvos de inquérito ou ação penal."

Esta reportagem está publicada também no sítio do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que agrega entidades de vários tipos - muitas delas extremamente conservadoras, por sinal - que propuseram a "lei da ficha limpa". Se puderem, leiam o texto completo, de onde foi tirado esse trecho acima:

http://www.mcce.org.br/node/289

Obvio que isto não isenta ninguém, de qualquer partido, de sofrer TODAS as conseqüências da lei, para aqueles que forem idoneamente julgados, e considerados culpados. O ponto é: o debate atual da corrupção, como vem sendo bombardeado pela mídia e pela internet, é
claramente hipertrofiado - o que empobrece os debates "essenciais" - e é expressivamente eleitoreiro, direcionado para prejudicar uma das candidaturas. Isso também não me parece correto. Se este raciocínio fizer sentido, me parece nítido que a pauta atual dos principais
veículos da mídia é bastante "simples": impedir a eleição da Dilma. Estas empresas (Globo, Veja, Estadão e Folha principalmente) já conseguiram fazer a eleição chegar no 2º. turno, e vão fazer de tudo para ajudar a candidatura do Serra no dia 31. A capa da Revista Veja
destas duas útlimas semanas, assim como a manchete da Folha de São Paulo do domingo (a suposta "corrupção na Eletrobrás"), podem ser entendidas como uma expressão cristalina do que vai ser a pauta dos grandes veículos de informação, nas próximas semanas. Pessoal, me
desculpem: estas manchetes são, literalmente, panfletos políticos. Não tem nada de republicano nisso, como estes veículos, cinicamente, ousam afirmar.

Em função destas possíveis "distorções" que devemos presenciar nos próximos dias, pediria encarecidamente também para pensarem bem quando forem repassar emails apócrifos, a maior parte deles bastante ofensivos, toscos, como o da foto (montada com photo-shop) da Dilma com uma metralhadora ao lado ("essa guerrilheira assassina"); ou o email que conta a história do "zelador no Piauí que parou de trabalhar" por causa do Bolsa-família, etc. Já basta o que os próprios "correligionários" do PSDB vem fazendo - com o apoio da grande mídia, ou por conta própria (como pode ser visto no link abaixo) - para tornar os debates mesquinhos, fazendo voltar a campanha eleitoral atual prum tempo medieval-inquisitório...

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/pt+encontra+grafica+que+imprimia+panfletos+contra+dilma/n1237804490221.html


Conclusão

Espero ter contribuído para ajudar Dilma ser eleita a primeira mulher presidente do Brasil.
Esse email traz informações preciosas do amigo Prof. Mestre Dr. em Geografia Fábio Betiloli Contel. (parte do texto é escrito por ele e parte por mim)

Até 31/10

Antonio Toledo Poso

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Pai Gordão" por Filipe Martins

É uma honra para mim nesse meu humilde espaço ter o privilégio de mostrar histórias de CORINTHIANISMO tão lindas e tão verdadeiras.

O CORINTHIANS é a soma de toda sua gente, de todo seu povo que entre famosos e anonimos são o coração e a alma do nosso CORINGÃO.

Porque o CORINTHIANS ultrapassa as 4 linhas do campo e é uma filosofia de vida, uma modo todo especial e diferente de ver a vida.

Assim especialmente para a Bodeguita, meu amigo e irmão Filipe Martins (do famoso anarcorinthians) me dá a honra de compartilhar com todos amigos a história linda de seu Pai.

Que honra!!!

Gracias Amico Filipe ... que o CORINTHIANS uniu ninguém com certeza separa.

VIVA O PAI GORDÃO!

VIVA TODO O POVO CORINTHIANO!

VIVA O CORINTHIANS!!!


"Pai Gordão"
Por Filipe Martins Gonçalves


Fiquei extremamente lisonjeado quando a Mônikita me pediu para que fizesse um texto sobre o meu Pai Gordão, André Luiz "Grössberg" Gonçalves. O Montanha Talvez por isso tudo, por falar de um grande mestre na arte do Corinthianismo, tenha demorado tanto tempo para escrever.


Ele era daquela geração que não deixou a Peteca cair. A conduta da Torcida Fiel, e a Mística Corinthiana, garantiu que a própria Torcida não esmorecesse. Viu, na infância, o Pequeno Polegar jogar. E na juventude teve como grande ídolo o Rosa Branca. E que sentiu na pele a repressão do presidente da época - wadih retro! Esteve ao lado de Flavio, Joca e todos os que fundaram os Gaviões da Fiel. E foi sócio benemérito da Camisa 12. Foi mais um na Invasão, mais um a entupir o estádio estadual em 77, e quando veio a Democracia, era Diretor Social. Promoveu Festas memoráveis no Clube, a luta do Maguila, o show do Roberto Carlos que entupiu o Ginásio como nunca. E com seu grande amigo Sérgio Terpins viviam ‘aprontando’ boas...


Buscava sempre as companhias de Antônio de Almeida e de Francisco Piciocchi, no Clube. Talvez por enxergar neles semelhanças com seu próprio Vô materno, um italiano que guardava o sotaque calabrês e que criou o moleque, o Seo Giacinto. E é aí que vem a chave da questão; o menino André tinha a Mãe e o Pai palestrinos, mas o Vô era Corinthiano. E quando passou a freqüentar o Parque São Jorge, precisava de "tutores", e não à toa ‘escolheu’ os melhores, Seu Tantã e Seu Toninho. Foi presenteado, é verdade.


Ao lado de meu Vô materno, o Corinthianíssimo professor de matemática, o Seu Custódio- e o Gordão teve a honra de ter este outro grande mestre como sogro, do alto de seus largos ombros de nadador e jogador de pólo aquático – foram estes dois que me ensinaram a arte do Corinthianismo.


Sobre estes largos ombros entrei pela primeira vez pelo Portão Principal do Pacaembu, e foi há tanto tempo que me lembro apenas como uma sensação gigantesca impressa na Alma. Só me lembro mesmo, e bem, da Festa na Arquibancada. E naquela parte da Alma onde guardamos as memórias, para mim era aquela a face da Democracia Corinthiana.


Pelas mãos de Zé Maria subi as escadas do vestiário para o campo, não tinha nem dois anos de idade direito. E tornei a subir, seguidas vezes, com o Doutor, com o Casão, com Ataliba, Biro, Wladimir, de forma que a memória da Festa da Fiel Torcida é um dos grandes tesouros que carrego na Alma. E o Gordão fazia questão que seus filhos – sou só o caçula... – levassem esta memória pela vida toda, para nunca esquecermos o que é CORINTHIANS.


O Doutor Sócrates já havia conseguido fazer com o Bando de Loucos pensasse para agir, e meus olhos de moleque viam acontecer a ação. A Festa da Fiel Democrática era repleta de papel picado, papel higiênico se desenrolando no ar, bandeiras, muitas e muitas bandeiras, muito samba, fogos, alegria, esperança, luta. E no meio dessa Festa lembro muito bem do Gordão me dizendo:


"Ô Alemão, presta atenção; o Coringão começa aqui, na Arquibancada".


É que o Corinthians é uma paixão, que surge por si só, espontânea, e se basta. E nos olhos do Gordão, que mostrava ao moleque caçula o seu Corinthians, "só" isso basta para ser Corinthians.


Não, isso nada tem de racional. Tem muito mais a ver com algo que me aconteceu há algum tempo. Perguntei para o meu menino João, na época com apenas um ano e dez meses; "como chama esse?", apontando o símbolo do Corinthians no Manto que eu visto todos os dias.


"Papai", ele respondeu.


É que o Corinthians é algo que agrada a Alma, e ela acolhe, ungida de uma graça que só Corinthiano(a) entende.


Mais crescido, ouvia meu Pai falar sobre o dia em que precisou deixar claro à própria Mãe que ‘aqui é Corinthians!’. Foi naquele fevereiro de 1955, o Derby do Centenário da Cidade. Corinthians Campeão, com gol de cabeça do Gigante Polegar.


A Mãe viu o moleque pular que nem louco, mais um do Bando de Loucos. E a rivalidade foi levada adiante até os últimos suspiros de ambos. A Vó esperava que o moleque se convencesse a se tornar um rivale... Mas na Alma, já preparada pelo pai da Vó, Seo Giacinto di Ruzzo, e vendo toda aquela Festa Corinthiana depois do gol de seu grande ídolo de moleque, ela queria o que? Talvez ela própria tivesse se arrependido de ter escolhido o timinho errado...


E sempre foi muito enriquecedor, para quem ama Arquibancada e mais que isso, ama o Corinthians, ver na mesa da própria casa as discussões entre Corinthianos e palestrinos.


Sim, pois a Vó Ziza não era uma simples porca, parmerista, carcamana; era Palestrina. Do tempo em que aquilo lá se chamava Palestra. Pobrezinhos, mudaram de nome, como se mudassem de fantasia...


Mas os mais velhos repreendiam esse tipo de gozação, mesmo o meu Vô Corinthianíssimo. Pois sabiam, e sempre ensinaram, as origens da malfadada hora em que o Palestra virou outra coisa. Por causa da madame do poder público corrompido, e suas ardilosidades... E então os xingamentos e provocações de ambas as partes passavam a ter outro sentido.


Até porque podemos nos odiar, mas entre Corinthians e porco existe um laço que remonta às Várzeas. Quando o porco começou, foi com jogadores Corinthianos. Com jogadores da Seleção Varzeana, para ser mais claro. De forma que até o dia em que se enfrentaram pela primeira vez, Corinthians e porco tinham até formado um combinado para derrotar o Paulistano. Neste início, eram como primos. Até que em 1917, no primeiro Derby, o porco acaba com a invencibilidade de três anos do jovem Corinthians.


Dali em diante, conhecemos a história de rivalidade. Mas este início da trajetória das duas instituições esteve marcada nessas mesas de domingo, mesmo depois de já consolidada esta maior rivalidade do mundo.


Cresci, e meu Pai não me deixava ir sozinho nos Gaviões. Ele dizia que eu precisava antes aprender o que é responsabilidade, que os Gaviões não é coisa de moleque. Me indignava com isso, mas hoje entendo perfeitamente, e vejo que mais uma vez o Pai Gordão estava mais do que certo.


Uma das raras vezes que o vi chorar foi em 1988. Sérgio Terpins havia sofrido um enfarte tão repentino quanto fulminante. Falecia no Ginásio do Clube do Povo, recepcionando os ingleses do Embaixador, o Corinthian. A imagem dele chorando, ao lado de Dentinho, que também chorava copiosamente, é daquelas imagens que estão impressas na memória. Para um moleque, como eu era na época, aquilo foi mais que marcante.


E quando o Corinthians ganhou o Brasileiro em 90, vi meu Pai Gordão chorar e sorrir ao mesmo tempo, numa memorável Festa Corinthiana na Avenida Corinthians Paulista. Naquele dia me sentia feliz pelo Corinthians, mas mais ainda pela alegria de meu Pai. Quando ele ficava feliz, irradiava luz e contagiava a todos...


O Corinthians, depois disso, entrou em crise. O Dualib chegou à Presidência e chamou meu Pai para ser Diretor de Marketing. O Gordão foi um publicitário daqueles que trabalhavam 20 horas por dia, e achava que dormir era perda de tempo.


E com muito trabalho, criou os tais cartões de crédito para os clubes. O primeiro a ser lançado foi justamente o do Corinthians, naturalmente. Traçou linhas entre o Corinthians e o Japão, levou o Corinthians para uma excursão e eu tive a felicidade de ir junto. Mas a federação, antes do terceiro jogo desta excursão, mandou o Corinthians voltar para o Brasil. Lembro muito bem da reação de meu Pai, mas é melhor não descrevê-la aqui.


Essa jogada anticorintiana fez meu pai ficar desencantado com tudo aquilo, porque depois de tanto trabalho, vinha uma canetada que jogava tudo fora. Os japoneses, por conta deste jogo que não realizamos, suspenderam os contatos futuros com o Corinthians. A federação conseguia o que queria... O Corinthians estava fincando as suas bases internacionalmente, e o poder público impedia. Daí o Gordão saiu do marketing, e foi para o Conselho Deliberativo.


Vimos os Gaviões campeões em 95. Coisa boa é para sempre...


Vimos a molecada ganhar a Copinha. O Coringão abater o rival de verde, um ano de alegria completa. E conquistamos a Copa do Brasil. Depois, ainda fomos campeões paulista e brasileiro nos anos subseqüentes, e tantas alegrias culminaram em uma grande tristeza.


Em 98, minha Vó Ziza falecia. Em 99, meu Avô materno, que pedira a mão de minha Vó materna em um Pic-nic no Parque São Jorge de antigamente, vinha a falecer também.


E o Gordão, que trabalhava as 20 horas por dia, também fumava três maços de cigarro, bebia duas garrafas de vinho no almoço e, como todo bom gordo, comia belas pratadas no almoço e na janta. Sofria de gota, já tinha sofrido de hérnia de hiato, de forma que quando aconteceu aquele ocaso trágico em 99, contra o mesmo rival de verde presente às nossas mesas de domingo, o Gordão não aguentou.


Um acidente vascular cerebral lhe deixava com uma bola de sangue do tamanho de uma laranja dentro do crânio. Desfizeram o acidente, mas ele esteve em coma por longos meses. Quando o Corinthians fez as embaixadinhas para mostrar para a porcada que o Corinthians era o verdadeiro Campeão, levei bandeira e Manto na UTI, e falei em seu ouvido. Ele em coma. “Pai, ganhamos daqueles porcos malditos”.


Em coma, o Gordão piscou os olhos. No fundo da Alma, em algum lugar de seu subconsciente, ele entendia o recado.


Era agosto de 1999. Uma multidão cercava seu caixão no velório. Centenas de amigos, a famiglia inteira, todos se reuniam no Cemitério da rua Cardeal Arcoverde para um último “adeus”.


Nunca chorei tanto em minha vida. O Seu Hermes, vice de Dualib, trouxe a bandeira branca que até hoje cobre a parede da sala de casa. Um pano branco, o Distintivo mais lindo do mundo, criação de Rebolo. Cobrimos o caixão de meu Pai, rezamos o Pai Nosso e cantamos o Hino do Corinthians. Ajoelhado, sequer entoei qualquer melodia Sacrossanta. Chorava copiosamente. Meu Mestre estava sendo enterrado, no mesmo ano em que meu Mestre também havia sido enterrado.


Havia uma gigantesca lacuna na minha Alma. Foi só então que, mesmo conhecendo tudo aquilo desde sempre, busquei refúgio na Família Corinthiana.


Associei-me aos Gaviões da Fiel. O Gordão já deveria saber que aquele Alemãozinho já era responsável o suficiente para bancar esse passo...


Hoje, quando saio de casa para pegar ônibus em direção ao Pacaembu, fecho os olhos. Imagino-me sendo carregado pelos enormes ombros de um Gordão apelidado Montanha. Vejo nitidamente seu punho cerrado socando o ar e gritando “VAI CORINTHIANS!!!”. Peço sua Companhia e me abençôo na minha imagem do Santo Padroeiro. Imagino um beijo em minha testa. E só então eu também cerro meus punhos e grito “VAI CORINTHIANS”. E saio para o jogo.


OBRIGADO, PAI GORDÃO.


Em meu Coração você não é menor nem maior que a Paixão que me ensinou a abraçar, fazendo dela o Nosso Pão de Cada Dia.
Em minha Alma, essa Paixão é você mesmo. Para mim, és o próprio Corinthians encarnado. E hoje, desencarnado em meu próprio espírito, em forma de memória e saudade.
E se São Jorge quiser, quando nos encontrarmos novamente estaremos fardados, enrolados numa bandeira, junto com o Giacinto, o Vô, o Sérgio, o Flávio, o Tantã, o Toninho, o Plácido, vendo Neco, Teleco, Servílio, Brandão, Grané, Del Debbio, Luizinho, defendendo o Corinthians numa peleja divina.
É Nossa Vida, Nossa História, com muito Amor, até o Fim dos Tempos.


VIVA O CORINTHIANS!!!"

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

VAI DILMA!!!


Ninguém mais cala a voz do POVO!