Minha Queridissima Amiga, Toda Poderosa Wawa, me indicou a leitura da Leila e eu amei....
Lelila Ferreira, jornalista , que adora contar historias reais sobre manias e loucuras femininas.
"Outro dia ouvi uma história - deliciosa – que traduz uma das questões mais complicadas do relacionamento amoroso: a dependência do outro.
Quem contou foi Pedro Borges, filósofo e professor, durante uma palestra.
Segundo o professor, não tem nada pior do que aquela história de uma pessoa precisar da outra pra viver.
“Eu tenho horror da frase ‘Eu não consigo viver sem você’.
Sai, Satanás!”, ele brincou, e quase deu pra ouvir o barulho da platéia amarrando a carapuça. Pelo menos das mulheres que estavam ali, eu sou capaz de jurar que a maior parte já disse, ou já sentiu, ou pensou, ou escreveu o tal do “não consigo viver sem você”.
O mundo gira, a Lusitana roda, vem feminismo e pós-feminismo e nós, mulheres, continuamos vivendo nossos relacionamentos amorosos com uma intensidade que eles, homens, geralmente estão longe de sentir.
Temos dificuldade em imaginar a vida sem aquele amor.
Aliás, temos dificuldade de nos imaginar sem o ser amado junto de nós.
A idéia de que podemos perdê-lo nos aterroriza. A possibilidade de que ele deixe de nos amar ou se apaixone por outra nos deixa em pânico.
Como viver sem ele, esse homem que eu amo?
É claro que estou generalizando. Existem homens que se sentem assim em relação à mulher amada.
E existem mulheres que não têm essa dependência do homem que amam.
Mas que ela é mais comum entre nós, do sexo feminino, isso ela é – nossa cultura quis assim. O que não quer dizer que a gente não possa mudar esse enredo.
Amar, sim.
Gostar, sim.
Preferir viver com aquela pessoa do nosso lado, sim.
Depender dessa pessoa e se agarrar a ela como se fosse o último bote salva-vidas do Titanic é uma outra história, bem diferente...
E o pior é que a gente sabe disso.
Sabe que amar se agarrando ao outro e precisando dele pra se sentir viva quase sempre põe o outro pra correr.
E, mesmo que ele não corra, nós saímos perdendo.
Amar alguém é ótimo, mas precisar daquela pessoa é viver em estado de medo.
Medo de acabar, medo de perder... que graça que pode ter um amor assim?
Amar com leveza e desapego é a coisa mais difícil do mundo, mas quem consegue diz que a vida fica melhor e muito mais alegre.
Eu acredito.
E um dia chego lá, se Deus quiser."
NA BANCADA NORTE: A ENSURDECEDORA VOZ DO SILÊNCIO
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*Por Walter Falceta*
Iniciada a disputa, ouviu-se o silêncio estrondoso do compositor e músico,
risonho amante do samba. Depois, a quietude ruidosa do rap...
Há 11 anos
